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As Desculpas – Lucas 14:1-24


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As desculpas – Pregação

Um obstáculo à mesa do Reino

Esboço de Pregação em Lucas 14:19 – “E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado.”

Introdução de Lucas 14:19

Imagine esta cena: um homem recebeu um convite especial para um grande banquete. O anfitrião preparou tudo com cuidado, pensando em cada detalhe para tornar a ocasião inesquecível. Mas, quando o momento chega, o convidado simplesmente diz: “Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado.”

Essa história faz parte da parábola do grande banquete, narrada por Jesus em Lucas 14:1-24. Ela é rica em significados e nos ensina sobre a soberania de Deus na salvação e como respondemos ao Seu chamado.

Nos tempos bíblicos, os banquetes eram eventos importantes, celebrando ocasiões especiais e fortalecendo laços entre as pessoas. Recusar um convite para um banquete era visto como uma grave ofensa, especialmente quando feita em cima da hora.

O homem que usou a desculpa dos bois demonstra algo mais profundo: ele estava colocando seus próprios interesses acima do convite do anfitrião. Ele preferiu seus bens materiais à oportunidade de comunhão e celebração.

Essa atitude reflete o coração de muitos hoje. Assim como aquele homem, muitos de nós também criamos desculpas para evitar o chamado de Deus. Colocamos nossas prioridades terrenas — trabalho, lazer, posses — acima do relacionamento com o Senhor.

No mundo atual, repleto de distrações e pressões, as desculpas continuam sendo um obstáculo para muitos que são chamados a se achegar a Deus. Hoje, queremos refletir sobre como essas desculpas nos afastam do banquete celestial e como podemos superá-las.

Desenvolvimento

A natureza das desculpas

Quem nunca ouviu ou usou uma desculpa? Todos nós, em algum momento, já justificamos nossa falta de compromisso com algo importante. As desculpas são maneiras de evitar responsabilidades, compromissos ou situações que nos incomodam. Elas podem parecer pequenas ou até razoáveis, mas revelam muito sobre quem somos e o que valorizamos.

Na parábola do grande banquete, os convidados apresentaram desculpas que pareciam lógicas: um comprou um campo, outro adquiriu bois, e outro ainda se casou. No entanto, essas desculpas tinham algo em comum: todas mostravam um coração distante de Deus, voltado para preocupações terrenas.

Cada desculpa reflete uma escolha deliberada de priorizar algo em detrimento do chamado de Deus. Podemos trocar o convite divino por qualquer coisa: trabalho, redes sociais, entretenimento, medo do que os outros vão pensar.

Jesus nos alerta em Mateus 6:24: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” As desculpas que damos revelam claramente a quem estamos servindo de fato.

É fundamental reconhecer que as desculpas são enganosas. Elas podem parecer válidas, mas, na verdade, nos impedem de experimentar a plenitude da vida que Deus deseja nos dar. Quando dizemos “não tenho tempo”, “estou cansado” ou “agora não é o momento certo”, estamos nos afastando de algo maior: o propósito eterno que Deus tem para nós.

As desculpas no mundo atual

Viver no mundo moderno é como navegar em um mar de distrações. Estamos constantemente cercados por estímulos que competem pela nossa atenção: redes sociais, séries, jogos, notícias e compromissos incessantes. É fácil perder de vista o que realmente importa.

Quantas vezes deixamos de orar ou ler a Bíblia porque “não temos tempo”? Quantas vezes negligenciamos a comunhão com outros cristãos porque “estamos ocupados”? Essas desculpas se acumulam, e, antes que percebamos, Deus fica em segundo plano.

O materialismo também é uma armadilha poderosa. Muitas pessoas dedicam suas vidas ao trabalho, acumulando bens materiais e buscando sucesso financeiro, esquecendo-se de que essas coisas são passageiras. Em 1 João 2:15-17, somos lembrados: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

Além disso, o medo do julgamento social pode nos levar a criar desculpas para evitar compromissos com Deus. Muitos têm vergonha de assumir sua fé publicamente, com medo de serem ridicularizados ou excluídos. Mas será que vale a pena trocar a aprovação eterna de Deus pela aprovação momentânea do mundo?

Superando as desculpas

Superar as desculpas não é fácil, mas é possível quando decidimos colocar Deus em primeiro lugar. Aqui estão alguns passos práticos para enfrentar esse desafio:

  1. Reconhecer a Existência das Desculpas:
    O primeiro passo é admitir que temos usado desculpas para evitar o compromisso com Deus. Precisamos ser honestos conosco mesmos e identificar as áreas em que estamos nos esquivando do chamado divino. Talvez seja o trabalho, talvez sejam as redes sociais, ou até mesmo o medo de ser diferente.
  2. Arrepender-se da Indiferença:
    Devemos reconhecer que as desculpas são uma forma de rejeição ao convite de Deus. Arrependimento é o primeiro passo para restaurar nosso relacionamento com o Senhor. Quando confessamos nossos erros e pedimos perdão, Deus nos recebe de braços abertos.
  3. Renovar a Mente e Transformar os Valores:
    Precisamos buscar a Deus em primeiro lugar, colocando-O como prioridade em nossas vidas. Isso requer uma transformação interna, guiada pelo Espírito Santo. Em vez de permitir que o mundo dite nossas prioridades, devemos buscar viver de acordo com a vontade de Deus.
  4. Comprometer-se com Deus e Sua Obra:
    Devemos assumir nossa fé publicamente, servir ao próximo com amor e dedicar tempo à leitura da Bíblia, à oração e à comunhão com outros cristãos. Tiago 4:17 nos lembra: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.” Não podemos nos esconder atrás de desculpas para justificar nossa omissão.

Conclusão de Lucas 14:19

Que a parábola do grande banquete e o exemplo do convidado que se desculpou nos sirvam de alerta. Que possamos reconhecer as desculpas que temos criado e nos arrepender de nossa indiferença ao convite de Deus.

Deus nos chama, não para recusarmos, mas para aceitarmos com gratidão. Ele preparou um banquete celestial para nós, repleto de bênçãos, comunhão e vida eterna. Não podemos perder essa oportunidade por causa de desculpas vazias.

Que possamos, a partir de hoje, priorizar a Deus em nossas vidas, buscando-O em primeiro lugar e servindo-O com amor e dedicação. Que nossa resposta ao convite de Deus seja sempre: “Eis-me aqui, Senhor! Envia-me a mim.” Amém!

“Deus nos chama, não para recusarmos, mas para aceitarmos com gratidão.”

Esboço de Pregação em Lucas 14:19 – “E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado.”


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