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Que farei eu por meu filho? – I Samuel 10:2-6


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Que farei eu por meu filho? – Pregação

Esboço de Pregação em 1 Samuel 10:2 – “Dois homens… Que farei eu por meu filho?”

Introdução de I Samuel 10:2-6

O tema desta mensagem nos convida a refletir sobre a pergunta feita por Deus: “Que farei eu por meu filho?”. Essa indagação revela o amor profundo de Deus pela humanidade, Sua criação, que se afastou d’Ele por causa do pecado. Desde a eternidade, Deus preparou um plano de salvação perfeito para resgatar o homem.

O texto de 1 Samuel 10:2, mesmo sendo parte da narrativa de Saul, traz uma tipologia que aponta para o plano redentor de Deus. Podemos entender nesta passagem uma mensagem profética que revela a obra realizada pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

O uso de metáforas para ensinar e aplicar verdades espirituais

A Bíblia está repleta de metáforas e símbolos que são usados para comunicar verdades espirituais de forma mais profunda e compreensível. Jesus frequentemente ensinava por parábolas, uma forma de metáfora, dizendo: “O reino dos céus é semelhante…” (Mateus 13:24, 44, 47). Esse recurso conecta conceitos espirituais à realidade cotidiana, facilitando a aplicação prática da Palavra de Deus.

Na pregação, o uso de metáforas ajuda os ouvintes a relacionar elementos da narrativa bíblica com suas próprias experiências. No caso de 1 Samuel 10, elementos como os “dois homens”, o “sepulcro”, o “pão e o vinho” e o “Espírito Santo” apontam para a obra redentora de Cristo e a transformação operada na vida do homem.

Esses símbolos são poderosos porque:

  1. Tornam a mensagem mais acessível: Eles ajudam os ouvintes a compreender verdades espirituais complexas.
  2. Criam impacto emocional: As imagens e figuras ajudam a gravar a mensagem no coração.
  3. Conectam o passado e o presente: As metáforas fazem com que o texto bíblico se aplique diretamente à nossa realidade atual.

Por exemplo, o “pão da vida” (João 6:35) não é apenas um alimento físico, mas uma metáfora para Cristo, que nos sustenta espiritualmente. O “sepulcro” simboliza a morte que o pecado trouxe, mas também o lugar onde a vitória da ressurreição foi manifestada.

Portanto, ao examinarmos 1 Samuel 10, precisamos enxergar além da narrativa literal, permitindo que as metáforas revelem o plano de Deus para a nossa salvação e transformação.

O pacto de sangue

Texto: “Dois homens… junto a um sepulcro” (1 Samuel 10:2)

O versículo menciona dois homens e um sepulcro, que podemos interpretar como uma tipologia do Pai e do Filho. Desde a eternidade, Deus Pai e Deus Filho trataram da questão da salvação do homem. Quando o homem caiu no pecado, a justiça divina exigiu a morte como pagamento: “O salário do pecado é a morte…” (Romanos 6:23). Mas o amor de Deus não permitiu que o homem fosse abandonado à sua própria sorte.

Na eternidade, o Pai e o Filho fizeram um pacto de redenção. O Filho se ofereceu para tomar sobre si o pecado do mundo. Como Isaías declara: “Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8).

O sepulcro simboliza a morte, a condenação que recaiu sobre todos os homens. Porém, o plano de Deus já estava traçado: Jesus morreria em nosso lugar para que tivéssemos vida eterna. O Pai, em sua preocupação e amor, pergunta: “Que farei eu por meu filho?” e encontra a resposta no sacrifício perfeito de Cristo, o Cordeiro de Deus (João 1:29).

Jesus morre, ressuscita e sela a nova aliança

Texto: “Três homens… com pão e vinho” (1 Samuel 10:3-4)

No segundo momento do texto, três homens aparecem trazendo pão, vinho e carne. Esses elementos carregam um significado espiritual profundo:

  • O pão simboliza Jesus, o pão da vida, que desceu do céu para alimentar nossas almas (João 6:35).
  • O vinho aponta para o sangue de Cristo, derramado na cruz como o selo da nova aliança (Lucas 22:20).
  • A carne pode representar o corpo de Jesus, entregue por nós na cruz (Lucas 22:19).

Esses três homens são uma tipologia da Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Eles vieram para suprir as necessidades espirituais do homem, que estava morto em seus delitos e pecados (Efésios 2:1).

Jesus veio ao mundo para “ver como está o homem”. Ele tomou sobre si as nossas dores, sofreu a morte que era nossa, mas ressuscitou ao terceiro dia e voltou ao Pai, garantindo a nossa salvação. Assim, o cálice de vinho simboliza a nova aliança que foi estabelecida por meio do Seu sacrifício. Como está escrito: “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22).

Esse encontro com a Trindade nos mostra que o homem não foi esquecido por Deus. Ele providenciou tudo o que precisamos: o pão da vida, o sangue da aliança e a presença do Espírito Santo, que nos transforma.

O encontro do homem com Jesus

Texto: “O outeiro de Deus e o grupo de profetas” (1 Samuel 10:5-6)

Chegamos ao momento crucial: o encontro do homem com Jesus. O texto nos traz uma narrativa cheia de simbolismo:

  • “O outeiro de Deus” representa a obra de salvação realizada por Jesus. A cruz do Calvário foi o lugar onde o homem foi reconciliado com Deus (Colossenses 1:20).
  • “A cidade” aponta para a Igreja, a comunidade dos salvos, onde o homem encontra o ensino, a comunhão e a edificação espiritual.
  • “Grupo de profetas com instrumentos” simboliza o culto da Igreja, onde há louvor, adoração e a proclamação da Palavra.

Quando o Espírito Santo desce sobre o homem, algo extraordinário acontece: ele é transformado. O texto diz: “O Espírito Santo virá sobre ti, e te tornarás em outro homem” (1 Samuel 10:6). Isso fala do novo nascimento, da regeneração. Como Paulo declara: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17).

Essa transformação não é apenas exterior; é uma mudança completa na essência do homem. Ele passa a ser guiado pelo Espírito Santo e a viver uma nova vida, dedicada ao Senhor.

O resultado: Deus está conosco

Texto: “O Senhor é contigo” (1 Samuel 10:7)

Após o encontro com o Espírito Santo e a transformação em uma nova criatura, o homem descobre que Deus está com ele. Isso nos lembra a promessa do Emanuel: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1:23).

O Senhor não apenas nos transforma, mas caminha conosco em toda a nossa jornada. Ele é nosso sustento, nossa fortaleza e nosso guia.

Conclusão

Deus já respondeu à pergunta: “Que farei eu por meu filho?”. Ele fez tudo! Ele entregou Seu Filho amado para morrer em nosso lugar, nos deu o Espírito Santo para nos guiar e nos ofereceu a vida eterna.

Agora, a pergunta que devemos fazer é: “Que farei eu pelo meu Deus?”. A resposta está em entregar nossa vida a Ele, vivendo para Sua glória e cumprindo o propósito para o qual fomos criados.

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará” (Salmo 37:5).


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