A FESTA DA DEDICAÇÃO – Pregação
Esboço de Pregação em João 10:22-25 – “E em Jerusalém havia a Festa da Dedicação, e era inverno. E Jesus passeava no templo, no alpendre de Salomão. Rodearam-no, pois, os judeus e disseram-lhe: Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.”
Introdução de João 10:22-25
Havia uma festa em Jerusalém naqueles dias. Era a festa da dedicação do Templo, um momento de celebração pela restauração do lugar santo para a adoração ao nome do Senhor. Essa festa ocorreu no pleno rigor do inverno, simbolizando não apenas as condições climáticas, mas também o frio espiritual que muitos viviam.
Assim como naquela época, hoje também vivemos um momento especial: a festa da dedicação das nossas vidas ao Senhor. Enquanto o mundo enfrenta o inverno espiritual — marcado pela frieza, incredulidade e afastamento de Deus — nós estamos sendo chamados a renovar nosso compromisso com Ele.
Os irmãos observem que o momento que estamos passando não é algo criado por nós, mas algo maravilhoso revelado nas Escrituras. É um convite divino para celebrarmos a obra restauradora que Deus tem realizado em nossas vidas.
Desenvolvimento
Jesus no centro da festa
A Palavra relata que Jesus andava calmamente no alpendre de Salomão, no lugar destinado ao Rei de Israel. Ele estava num lugar bem visível, de modo que todos que entravam no templo podiam vê-lo em destaque participando da festa. Foi o primeiro a chegar.
Hoje, o Senhor Jesus também está presente na festa que estamos realizando. Ele não é apenas um espectador, mas o convidado principal. Todos que entram logo percebem Sua presença, pois Ele está numa posição de destaque em nosso meio — Ele habita em nossos corações. Antes mesmo de chegarmos aqui, Ele já estava aguardando por nós.
Jesus caminha calmamente no nosso meio. Ele passeia entre nós, pronto para nos ouvir e atender às necessidades daqueles que têm dedicado suas vidas a Ele. Sua presença traz paz, conforto e alegria ao nosso coração. Quando O buscamos com sinceridade, experimentamos Sua proximidade e amor.
A indiferença dos religiosos
No texto, os religiosos cercaram Jesus com o coração cheio de dúvidas e frieza. Eles perguntaram: “Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-no-lo abertamente.” Essa pergunta reflete a incredulidade e a falta de compromisso de muitos que se dizem crentes, mas permanecem distantes de Deus.
Apesar de tudo que Jesus já havia feito — milagres, ensinos e manifestações do poder divino — eles ainda duvidavam de quem Ele era. Hoje, muitos continuam nessa mesma condição. Vivem na frieza espiritual do “inverno” do mundo, exigindo provas e sinais, mas sem abrir seus corações para receber a verdade.
Quantos duvidam da obra redentora de Cristo e da transformação que o Espírito Santo opera na vida do homem! Muitos querem que Deus lhes prove Sua existência diretamente, mas não estão dispostos a buscar um relacionamento genuíno com Ele.
A resposta de Jesus
Jesus respondeu aos religiosos com paciência e sabedoria: “Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” Ele não precisava provar mais nada; Suas obras falavam por Si. Cada milagre, cada palavra e cada atitude de Jesus eram evidências claras de Sua identidade como o Filho de Deus.
Da mesma forma, hoje, Deus continua se manifestando através de Sua obra em nossas vidas. As bênçãos recebidas, as transformações internas, as respostas às orações e as experiências com o Espírito Santo são provas suficientes de quem Ele é. Não precisamos pedir novos sinais ou palavras; basta olhar para o que Ele já fez por nós.
Conclusão de João 10:22-25
Tudo o que temos vivido — as bênçãos recebidas, as revelações, as doutrinas, as curas, as libertações e todas as experiências espirituais — são provas suficientes que identificam claramente a pessoa do Senhor Jesus.
Não precisamos exigir mais provas, palavras ou sinais, pois o que temos visto e ouvido já é suficiente. Deus tem se manifestado em nosso meio todos os dias. Ele está presente em nossa vida, em nossa família e em nossa igreja.
Que possamos, como verdadeiros adoradores, dedicar nossas vidas ao Senhor com total entrega. Que nossa festa da dedicação seja um reflexo do amor e da gratidão que sentimos por tudo o que Ele tem feito por nós. Amém!
“Jesus está no centro da nossa festa!”
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