Dormindo ou Vigiando? – Pregação
Esboço de Pregação em Mateus 26:40 – “E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo?”
A Oração diferencia o que está vigiando do que está dormindo
Introdução de Mateus 26:40
Jesus, em um dos momentos mais difíceis de Sua vida, pede aos Seus discípulos que O acompanhem ao Getsêmani. Ele sabia que estava prestes a enfrentar a maior provação da história da humanidade — Sua prisão, julgamento e morte na cruz. No entanto, antes de tudo isso, Ele pediu algo simples, mas profundo: que eles permanecessem acordados e orassem com Ele por apenas uma hora.
Mas o que aconteceu? Quando Jesus voltou após orar, encontrou Seus discípulos dormindo. Não foi apenas um cochilo casual; foi um sinal de descompromisso com o momento crucial que estavam vivendo. Aquela noite não era qualquer noite. Era o início da redenção da humanidade, e Jesus estava preparando os discípulos para entenderem o valor da oração como sustento espiritual.
Hoje, essa passagem nos convida a refletir sobre nossa própria postura diante da oração. Estamos vigiando ou dormindo? Afinal, a oração é o que diferencia aqueles que estão comprometidos com Deus daqueles que se deixam vencer pela indiferença espiritual.
Desenvolvimento
A lição do Getsêmani
O Valor da Oração no Corpo de Cristo
O Getsêmani foi mais do que um jardim onde Jesus orou. Foi um lugar de ensino para a Igreja. Ali, Jesus mostrou que a oração não é apenas um ato individual, mas algo que deve ser compartilhado no Corpo de Cristo. Ele chamou os discípulos para orarem com Ele, demonstrando que a comunhão na oração fortalece a fé e nos prepara para as lutas que virão.
No entanto, quando Jesus precisou de apoio, os discípulos falharam. Eles adormeceram, deixando Jesus sozinho em Sua angústia. Isso nos leva a pensar: quantas vezes nós também adormecemos espiritualmente, negligenciando a oração e abandonando nosso Senhor em momentos cruciais?
A oração é uma declaração de que somos companheiros uns dos outros nas aflições, no reino e no testemunho de Jesus (Apocalipse 1:9). Quando nos unimos em oração, estamos dizendo ao Senhor: “Estamos contigo, Senhor, nesta caminhada.” Mas quando dormimos espiritualmente, estamos dizendo: “Cuide disso sozinho, Senhor.”
Quando oramos uns pelos outros, estamos declarando que não estamos sozinhos na caminhada. Somos parte de um Corpo vivo, onde cada membro intercede pelo outro. Naquela noite no Getsêmani, os discípulos deveriam ter sido companheiros de Jesus em Sua aflição. Mas, ao invés disso, eles adormeceram, deixando Jesus sozinho.
Isso nos faz perguntar: será que temos sido companheiros fiéis uns dos outros nas aflições? Ou será que, como os discípulos, muitas vezes sucumbimos ao cansaço, à distração ou à falta de compromisso?
A vida de joelhos
A marca da Igreja fiel
Jesus disse a Pedro: “Nem uma hora pudeste velar comigo?” Essa pergunta ecoa até hoje em nossos corações. Velar, no original grego (katheudó ), significa estar desperto, alerta e comprometido. É uma palavra que vai além de simplesmente ficar acordado; ela implica estar ativo na presença de Deus, buscando Sua face e intercedendo por Sua vontade.
Somente a oração nos faz prosseguir na caminhada cristã. Sem ela, ficamos vulneráveis às tentações, ao desânimo e ao distanciamento espiritual. Pedro, que representava a igreja fiel, foi confrontado por Jesus porque ele tinha um papel especial: ser exemplo para os demais. Da mesma forma, a igreja fiel de hoje é chamada a ter uma vida de joelhos no chão, intercedendo pelo mundo e sustentando o Corpo de Cristo em oração.
Lembre-se das dez virgens em Mateus 25. Todas adormeceram, mas cinco delas tinham óleo em suas lâmpadas — símbolo da presença do Espírito Santo e de uma vida de oração. A diferença entre as virgens prudentes e as insensatas está na preparação espiritual, que só vem através da oração constante.
O convite para velar em tempos de sonolência espiritual
Vivemos em um tempo em que muitos estão espiritualmente sonolentos. A religião pode até estar presente, mas a essência da fé — a intimidade com Deus através da oração — muitas vezes está ausente. É fácil cair na rotina e permitir que o cansaço, as distrações ou até mesmo o desânimo nos façam “adormecer” espiritualmente.
Mas o Senhor continua a nos chamar para velar. Ele nos convida a permanecer despertos, orando e intercedendo não apenas por nós mesmos, mas também pelos outros. A oração é o combustível que nos mantém firmes na fé e nos capacita a enfrentar os desafios da vida.
Em Efésios 6:18, Paulo nos exorta: “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito, e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos.” A vigilância e a oração andam juntas. Não podemos vigiar sem orar, assim como não podemos orar sem estar despertos espiritualmente.
Conclusão de Mateus 26:40
Há uma grande diferença entre quem dorme e quem vigia. Essa diferença não está em talentos, dons ou posição social, mas na vida de oração. A oração é o que nos conecta ao coração de Deus e nos dá forças para prosseguir, mesmo quando tudo parece difícil.
O convite nesta última hora, em que tantos estão espiritualmente adormecidos, é para velar. Que possamos responder ao chamado de Jesus com um coração disposto a orar, interceder e permanecer despertos espiritualmente. Que sejamos como aquelas cinco virgens prudentes, que tinham óleo em suas lâmpadas e estavam prontas para receber o Noivo.
Que o Senhor nos encontre vigilantes, com nossos joelhos dobrados em oração e nossos corações totalmente entregues a Ele. Amém!
“A oração é a chave que abre as portas do céu e fecha as portas do inferno.”
Esboço de Pregação em Mateus 26:40 – “E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo?”
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